domingo, setembro 18, 2005

Relatos de um ENECOM • A VIAGEM

por Eduardo Gomes


A viagem
“Isso nem parece uma viagem... parece que estamos numa grande festa!” diz um dos frenéticos diretores da Seita Etílica Paralela. E realmente foi isso o que aconteceu; uma Rave de 36 horas.

Música alta, cantos desafinados, risadas cômicas e brindes, muitos brindes. A alta Diretoria se embriagava de sorrisos quando, ao longe, avista um grupo rebelde que tinha um grandioso esquema de aquisição de vodca barata para confecção de um poderoso “Suco Gummy”. Momentos de tensão. Troca de olhares. Era a Diretoria Etílica com sede no fundão sentindo-se ameaçada pela Força Revolucionária que surgira em posição mais adiantada (frente do busão).

Mas os Revolucionários quebram tal clima puxando um poderoso brinde, que englobava todas as facções presentes na Rave móvel. Alívio aos guias. Alívio aos civis que se encontravam entre os grupos rivais. Alívio!

Chega a vez dos civis e eles sacam uma arma e conseguem unanimidade das facções, acabando de vez com qualquer desavença que insistisse em pairar sobre os ares da Rave móvel: “Truuuuco ladrão”, grita um deles, puxando as atenções para a jogatina. Arquiinimigos se unem e formam duplas invencíveis ou, ao menos, engraçadas...

Prossegue-se a festa, digo, a viagem. Em cada parada, uma nova descoberta, uma nova alegria e, como não podia deixar de ser, um novo brinde. Um dos participantes da festa entra em estado de êxtase total e transgride, voltando às origens. Anda como um babuíno em meio à multidão e, no ápice de sua loucura, pula no colo de um transeunte. Cata piolhos, come uma “banana-virtual” e, não bastasse isto, pensa ser uma estátua. Escala um dos muros e se porta como O Pensador, de Auguste Rodin.

Estrada a dentro, segunda noite de festa – viagem – e poucos apresentam fraqueza ou cansaço. Novos documentos são anexados ao dossiê, pois o sistema de arrecadação de propinas estava novamente em vigor em território interestadual, fazendo com que a alta diretoria adquirisse mais mercadorias etílicas...

A cerveja parece não terminar nunca. Um acidente faz com que a Babilônia entre em chamas. Na euforia da Rave, alguns participantes abortam missão e se entregam ao cansaço, fazendo com que um ensaio de silêncio pudesse ser ouvido. Mas não, o show precisava continuar e, por um descuido, o DJ perdeu parte de seu equipamento. Interrogatório por todo o ônibus. Suspeitos por todo lado. A situação estava absolutamente sem “controle”. Desespero e angústia!

Nasce o sol, trazendo uma nova esperança: o controle do som é resgatado. Sorrisos podem ser visto em grande parte da tripulação e, para comemorar o fim do cativeiro, puxa-se um brinde. E nesse clima, a Rave vai chegando ao seu fim, ao som de Tati e Serginho... um brinde!

3 Comments:

At 7:33 PM, Anonymous Anônimo said...

é.. legal relembrar momentos da viagem.
Ei, Dudu, nesse texto encontrei pequenos erros de portugues :D hehehe... mas de boa, pequena falha na verificação.

e as fotos hãn?!
cadê CA?Cade? :P

 
At 7:33 PM, Anonymous Anônimo said...

oxi.. foi mal.. era a Lili =]

 
At 8:58 PM, Blogger Eduardo Gomes said...

Pois é.. alguns herrinhos fazem parte :)
As fotos estão chegando, Lilian!
" Take it easy!! "

 

Postar um comentário

<< Home