sexta-feira, setembro 16, 2005

Relatos de um ENECOM • A PARTIDA

por Eduardo Gomes


A partida
Sexta-feira, 02 de setembro de 2005. Eis que chega o ônibus, todo posudo, azul marinho, bandeirolas dos países latino-americanos nas laterais... Pouco mais de 40 estudantes aguardavam ansiosos por aquele momento de "congresso", ou melhor, "encontro".

A vontade de se "encontrar" era tanta que os próprios estudantes se organizaram de maneira nunca antes vista... Montaram um esquema secreto de arrecadação de "propina", onda cada um que ousasse aderir ao "Evento Paralelo" fundado por eles mesmo teria que ofertar R$10,00 para o caixa dois! A adesão foi grande e tudo concorria para que tal "evento" tivesse sucesso.

De repente, um dos membros da Diretoria Técnica desta Seita abre o porta-malas de seu carro e o silêncio paira no ar por uns instantes. Era revelado ali a finalidade de tal arrecadação: aquisição de 15 caixas de cerveja, três garrafas de whisky, algumas de vodca barata e gelo... muito gelo! Pasmos, os contribuintes deram risos frenéticos de felicidade, misturados com euforia. Ouve-se, lá no fundo, um grito de “viva o ENECOM”.

Em meio a risos e brindes, surge um senhor de cabeça branca, bigode e expressão abatida. Assustado com tamanha felicidade, inicia o primeiro momento de aflição para os guias oficiais; os membros do CACOS. Com um discurso pouco persuasivo e bastante agressivo, ele intitula aqueles jovens de “vagabundos” e pede uma posição dos guias e/ou dos motoristas. Vendo que nada seria feito, ele prontamente saca sua “arma” e faz uma ligação, dando seu tiro de misericórdia: “Polícia, tem um monte de vagabundos aqui indo pra um encontro... eles estão cheio de drogas.”

Chegando os oficiais, os membros da Seita Etílica Paralela nem se afetam e continuam com os ritos saudosos de confraternização pré-encontro. Os motoristas fingem não ver a aproximação da “autoridade” e os guias ficam com a “batata quente” na mão. Comunicólogos que são (ou aspiram ser), não precisam de mais do que 2 minutos para resolver tal questão, deixando o “Bigode” profundamente irritado. “Mas eles estão levando bastante cerveja”, argumenta ele e, em contra-partida, ouve do oficial que tal produto é droga sim, mas uma droga lícita.

Descobre-se, posteriormente, que o Bigode estava aflito por causa de sua jovem e bela filha, que pela primeira vez faria uma viagem desacompanhada dos responsáveis legais. Mas, com tal barbárie gerada, fica explícito que de legal ele não tem quase nada e que não confia em si mesmo. Uma jovem de 20 anos já tem sua opinião formada, e esta opinião é elaborada com base nos aprendizados introduzidos por ele próprio... enfim, não cabe a nós julgar e sim apressar a partida, que já apresentava surpresas demais.

2 Comments:

At 2:32 PM, Blogger Eduardo Gomes said...

Acato isto como um elogio! E aproveito para ressaltar que o anonimato é a arma dos fracos! Enfim...

 
At 9:04 PM, Anonymous Anônimo said...

Definitivamente as pessoas não têm MESMO o q fazer... caso o ócio esteja grande,Sr Crítico, passa aqui no bloco da Comunicação q tem muita coisa a ser feita.

Dudu, NINGUÉM MERECE! Ainda me impressiono com a falta de intelecto das pessoas...se fossem meus pais iam perguntar era se tinha gelo sufuciente para ir até Maceió...=PPPP Aiai, quero só ver as cenas do próximo capítulo... E aproveito para rebater as críticas do Sr crítico aí em cima, que nem autoconfiança para se revelar ele tem. E ainda vem falar do seu texto....tsc tsc tsc...mas ele t manda continuar a escrever, o q nos leva a crer q na verdade ele tem grande interesse pelo assunto, talvez uma prova de q esteja um tanto quanto invejoso do fato de você ter tomado a iniciativa e não ele. No mais segue em paz...mal posso esperar para ver como foi a adoração do deus Baco no busão...

Bjocas! =)

 

Postar um comentário

<< Home